sexta-feira, 30 de abril de 2010

Shakira contra o racismo no Arizona:


VOCÊS NÃO ESTÃO SÓS
do blog de Leila Cordeiro

A cantora Shakira, uma das maiores estrelas da música latina, mostrou que além de cantar bem é uma celebridade preocupada com o destino da população hispânica nos EUA. Ela esteve ontem no Arizona (na foto com o prefeito da capital, Phoenix) para revelar às autoridades daquele Estado sua preocupação com o que pode acontecer aos latinos a partir da entrada em vigor da lei que transforma a imigração ilegal em crime.

Outra celebridade da música latina nos EUA, o cantor Ricky Martin, também se manifestou contra a lei do Arizona. Na entrega do prêmio Billboard, ele mandou sua mensagem aos imigrantes: “Vocês não estão sós, estamos com vocês. Que parem a discriminação, o ódio e o racismo. Que vivam o amor, a paz e a música”.

A lei, assinada sexta-feira passada pela governadora do Arizona, está sendo vista como uma agressão aos valores fundamentais da democracia americana. Ela dá poderes aos policiais de prenderem qualquer pessoa que não tenha documento de residência, mesmo sem ter cometido algum delito. A população hispânica e organizações de direitos humanos estão na vendo na lei traços de racismo e perseguição de uma minoria.

O governo Obama já mobilizou seus juristas que vão tentar anular na Justiça uma lei estadual que se sobrepõe a um assunto que é de natureza federal.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Tudo o que está em cima…


Tudo o que está em cima…


neuron-galaxy1

"Tudo o que está em cima é semelhante ao que está embaixo"  
Hermes Trismegisto

Mark Miller, doutor na universidade de Brandeis, pesquisa sobre como 
os diversos tipos de neurônios se interconectam no cérebro. 
Através de pequenas fatias microscópicas, ele consegue definir estas conexões visualmente. 
A imagem da esquerda mostra neurônios e suas conexões.


Do outro lado, um grupo de astrofísicos usou uma simulação de computador ano passado
para recriar como o Universo evoluiu. 
A imagem de simulação está do lado direito e mostra as galáxias envolvidas 
por bilhões de estrelas e a famosa “matéria escura”

Referências: 

ZÉ SERRA, O JUSTICEIRO

do Direto da Redação
 
ZÉ SERRA, O JUSTICEIRO
Recife (PE) - Para comentar a entrevista de José Serra ao apresentador José Datena, melhor seria narrar o gênero de instigadores de violência em programas policiais na tevê. Para os limites desta coluna, falemos então do estilo desse indivíduo alto, gordo, cheio de certezas da classe média, mais conhecido por José Luiz Datena. Corajoso por roteiro, o que vale dizer, fanfarrão o tempo todo, Datena fala alto, grosso, raro deixa o entrevistado falar. O diabo é que, nesse particular, ele sofre do estrelismo de quase todos entrevistadores da televisão, que sempre sabem mais que o entrevistado. Jamais compreenderão que o brilho é da entrevista.

Mas vamos ao que interessa.

O estilo Datena de apresentação do programa na tevê é o velhíssimo estilo de programas policiais: ele transforma todo público em cães raivosos. “Ah se eu te pego”, é conduzido a dizer para si o mais pacato telespectador. Datena usa ao limite do abuso o recurso da narração nas imagens. Ele faz ver o que os olhos não veem. Se me entendem, ele põe molduras, percepções arbitrárias nas pessoas, ora pessoas!, nos bandidos. Se o miserável sorri, ele pontua: “olha o cinismo dele, olha a frieza do marginal”. Mas se o miserável chora, “esse cara num tá chorando, é tudo mentira, é um canalha”. Datena transforma pessoas em feras, tanto as do lado de lá da tela, quanto as do lado de cá, que o veem. Datena detona. No seu comum, o apresentador, com o à vontade dos ignorantes, exibe "reportagens" que, não bastassem a violência dos crimes, são envenenadas por ele, que insinua, induz e leva todos à conclusão, “bandido tem que ser morto”.

A entrevista, maneira de dizer, a encenação que ele fez com José Serra, possuiu características de espetáculo armado, de roteiro aprovado antes pelo candidato. Em uma hora de programa, em um só momento o candidato não foi questionado sobre o desastre da educação em São Paulo, a saber, livros pornográficos adotados, falseamento de índices de aproveitamento escolar, professores tratados a porradas, assinaturas de revistas e jornais dos grupos amigos... mas aí já era querer demais. O apresentador, de perfil sumô, preferiu ficar leve no bate e rebate do vôlei: levantava a bola, Serra cortava, simulavam desacordo, para melhor enganar o adversário. E a bola rolava na dupla José Serra e José Datena.

José e José, Zezé, poderia ser dito. Os dois zés em uma só pessoa. Eles dividiram, confirmaram, comungaram até nomes de médico. Então o Zé, Datena, expôs o seu programa de política externa, sob acenos afirmativos de Serra. Disse Zé Datena: “ com esses vizinhos xaropes que nós temos aqui, eu não encontro outro termo, com esse Chaves, que é um ditadorzinho de republiqueta barato, esse Morales não fica muito diferente, com aquele cara do Equador é a mesma coisa, e daí por diante... ”. Mais: “O senhor pretende continuar aumentando esse poder militar do Brasil – não é pra atacar ninguém, mas é pra se defender de um cara desses, que de repente surta à noite, e ‘ah, vamos atacar a amazônia’... o que o senhor pensa com gasto militar?” E Zé, Serra, complacente: “Não sou admirador do Chaves, se você me perguntar”. Ao que completou o expert em política internacional Datena: “Eu não gosto dele”.

De repente, num deslize mais autêntico, o apresentador se referiu a bracelete de perna. Serra e produção corrigiram, amigáveis, num sussurro, “tornozeleira eletrônica”, e a bola voltou a rolar. Então Datena abriu as reportagens para o comentário do especialista José Serra, que num momento de inocência perguntou ao apresentador em voz suave, “como você obtém essas imagens?”. O Zé Datena nem sorriu. A hipocrisia humana é ótima. Mas logo o Zé, Serra, assumiu o papel de justiceiro, perdeu a doçura, porque diante da violência das imagens de abusos de crianças, falou ao senso comum, com o reforço do preconceito e das cavernas, em técnica fascista, a premiar os instintos básicos. Repetiu conforme o script do programa: “é preciso engaiolar os bandidos", é preciso ser feroz com os "pedófilos malditos".

Então o outro Zé, Datena, expôs o seu plano de segurança para o Brasil, o maravilhoso plano que, se desse certo, acabaria com a sua profissão: Zé, o Datena, propôs que o Exército, a Marinha e Aeronáutica combatessem o crime. E didático, completou: o Exército por terra, a Marinha pela água, e a Aeronáutica, já viram, no céu, nas fronteiras do alto. A isso o candidato não se vexou, e deu a solução para a violência, contra os bandidos e malditos pedófilos. Enquanto a baixada santista se acaba em uma guerra, enquanto a embaixada dos Estados Unidos recomenda que seus cidadãos fiquem longe do paraíso paulista, Zé Serra, o justiceiro, anunciou para o Brasil a criação do Ministério da Segurança Pública. “É um compromisso”.

Resta a esperança de que um dia algum entrevistador, fora do script, pergunte a ele por que não propõe o Ministério da Cara de Pau.



quarta-feira, 28 de abril de 2010

A entrevista de Yoani a Salim - Uma análise


Yoani Sánchez, La Habana, 6 de mayo de 2008. (AFP)
Yoani Sánchez. La Habana, 6 de mayo de 2008. (AFP)


Lendo a entrevista de Yoani Sanchez a Salim Lamrani, no Portal Luis Nassif, em 26/04, fiquei com pelo menos duas impressões bem marcantes

A primeira delas, e por questão de convicções, é a de que Yoani é um fenômeno fabricado por alguém, sem me alongar muito aqui sobre quem seria este alguém, pois sobram evidências na entrevista dada.

A segunda, foi o tom inquisitório adotado pelo entrevistador, em várias passagens da mesma, ainda que repleta de asserções bastante verossimilhantes. Pareceu até, pelas claudicâncias nas respostas da Cubana, que a dita entrevista teria sido, no mínimo, editada, sem contudo, subtrair as assertivas do entrevistador.
Muita vacilação por parte de Yoani, pensei, para quem se pretende passar e se passa, por uma voz distoante, até mesmo dissonante, ao regime cubano, com direito a blog, prêmios, por ele adquiridos, no exterior e afins.

Sempre procurei ser precavido em relação a um juízo de valor em relação, especialmente, às figuras polêmicas.
No caso da Cubana, acessei seu blog no final de 2009 e havia feito o mesmo, em meados do mesmo ano e de 2008, também.
Curiosidade, digamos.
Acessei tranquilamente, em todas as vezes que tentei e até estranhei, pois esperava alguma dificuldade tecnológica, desde Cuba, uma vez que vende-se uma imagem por demais repressora, daquele país.
Lendo, fiquei sabendo que a dificuldade existe para pessoas de dentro da Ilha, que se pareceu coerente por motivos internos, ainda que discorde das censuras em geral, pareceu uma acusação surreal, ou no mínimo desprovida de lógica, pois abriria as idéias da blogueira, à comunidade mundial, o que seria extremamente antipático ao atual governo Castrista, reforçando a idéia de que o bloqueio norte-americano, seria até justo, como coerção à abertura democrática, embora eu questione às democracias que temos por aí afora.


No caso, e voltando à entrevista a Salim Lamrani, no mesmo Portal, mais adiante, no mesmo dia, li a defesa de Yoani em seu blog, lá transcrito
Ela diz ali não gostar de viver defendendo-se de ataques, que passou a maior parte de sua vida abaixo de críticas e diz também que por vezes é melhor digerir os insultos e seguir adiante.
Fala que desconhece-se a partir de certo ponto, na entrevista, mas não explica em qual ponto.
Fala ainda em omissões, distorções, falta de informações sobre a realidade de Cuba, por parte do entrevistador, sempre sem especificar quais seriam.
Dirigi-se à pessoa do entrevistador, de um modo um tanto deselegante, modo bem diferente do qual é tratada pelo seu "algoz", na introdução da entrevista por ele realizada.

Claro que existem canalhas extremamente bem-educados e pessoas honestíssimas, que indignadas, por vezes, "descem do salto".
Não me pareceu o caso, ainda que continue estranhando certos apartes muito longos de Salim, na entrevista, mas que para mim, não desmerecem-nos em credibilidade, mesmo que não tenham ocorrido ali na hora.
Senão vejamos:
- Incoerências importantes no relato do sequestro, de que teria sido vítima.
- O "surreal" de seu "bate-e-volta", à Suiça.
- A maneira como defende a própria candura, dela e dos termos que costuma usar em seu blog, quando ao acessarmos o dito e mesmo no comentário dela para essa entrevista, também em seu blog, lemos que não é bem assim.
- O aludido bloqueio ao blog, quando o entrevistador diz ter acessado o mesmo, da ilha, em diferentes espaços de tempo, em dias diferentes.
- O Bloqueio dos EUA.
- As ações do governo Obama por uma melhora nas relações entre os dois países e de Cuba com o mundo, que se dariam com o fim do bloqueio
- Os gastos com a administração do blog.
- A quantidade de transliterações para o blog.
- A acolhida de Obama à uma entrevista da blogueira.
- Sobre os presos políticos e a dissidência.
- A ajuda dos EUA, comprovada, aos dissidententes cubanos.
- A supremacia absoluta de Cuba, no ensino e na saúde, sobre os países americanos, confirmadas por organizações mundiais especializadas.
- A omissão de opinião sobre Luiz Posada Carrilles.
- O Ajuste Cubano, que facilita a permanência aos imigrantes ilegais cubanos, quando estados como o Arizona, por exemplo, já começaram a criminalizar os imigrantes ilegais

São pontos, ao ler a entrevista e a defesa de Yoani, que se limita ao geral, sem entrar em pontos específicos quaisquer, que valeriam bem mais a pena, ou que equilibrariam melhor os argumentos, para que pudessemos tirar conclusões mais ajustadas a um melhor juízo de valores.

“Civilidade” do PSDB e de Serra é uma fraude


“Civilidade” do PSDB e de Serra é uma fraude

abril 27th, 2010 às 23:43
clique para ampliar
Imagine se o PT, o PDT ou outro partido que apóia Dilma tivesse no seu site oficial um link para outro site – também registrado em nome do partido – intitulado “Gente que Mente” , dedicado exclusivamente a atacar o tucanato, o que aconteceria. Folha, Globo, Estadão, todos eles estariam caindo em cima: “Dilma monta site para atacar adversários”, não seria um título plausível para este caso?
E se sucederiam notas e artigos protestando contra a baixaria… Alguns dirigentes gaguejariam, diriam não concordar com isso, que a campanha teria de ser de “alto nível”, com propostas, não com ataques pessoais…Logo iam pedir – e levar – a cabeça do “interneteiro” responsável, que teria seu rosto exposto nas páginas e, isolado, ia acabar dizendo, sob a incredulidade geral, que a direção do partido e a candidata não sabiam de nada. Ninguém iria acreditar, e com razão…
Pois bem. Desafio publicamente a direção do PSDB, o senhor José Serra e a grande imprensa brasileira a dizerem se não é exatamente isso que o PSDB – sob as ordens diretas do Sr. Eduardo Graeff, ex-secretário de FHC, coordenador da campanha serrista e membro da Direção Nacional do PSDB -  está fazendo. Faz e faz com a cumplicidade geral.
Reproduzi a página do site oficial do PSDB (www.psdb.org.br), tomada às 22:30 de hoje. Ali há um banner rotativo (onde os links se sucedem) apontando para o sitewww.gentequemente.org.br , dedicado a publicar acusações e chamar de mentirosos Lula e Dilma. O mesmo nome, só que com a terminação com.br, está registrado no mesmo nome da empresa que faz o site www.amigosdoserra.com.br, a DDM.
clique para ampliar
Este  site não é de terceiros. Pertence ao PSDB, à direção nacional do partido, conforme você pode verificar com a página de registro no Comitê Gestor da Internet no Brasil.
O candidato José Serra age fraudulentamente quando elogia o governo Lula e diz que vai fazer uma campanha civilizada e de propostas, enquanto estimula que, sob a responsabilidade direta de seu partido, a guerra suja se espalhe na rede.
Não é um militante pró-serra que faz o site. Não é um parlamentar pró-serra. É o partido, é a instituição.
Eu ofereço os documentos, as provas. Mais que isso não posso fazer. Não posso ir à Justiça Eleitoral e à Cível em nome de Lula ou de Dilma, muito menos do PT. Posso ir à tribuna, nos poucos segundos de que um parlamentar dispõe nas sessões da Câmara. Posso publicar aqui. Posso combater sozinho, se não houver quem tenha a coragem de enfrentar as armações.
Mas, sozinho, posso pouco. Que aqueles que podem muito assumam suas responsabilidades.
Ou vamos ficar quietinhos, enquanto o jogo sujo – e milionário – campeia na rede?

terça-feira, 27 de abril de 2010

A conclusão da "Carta do Ibre", da FGV


Aqui vai a conclusão:
É evidente, portanto, que o grande salto da despesa pública federal entre 1999 e 2009 não se deveu a uma gastança desenfreada e descontrolada em benefício de pequenos grupos orbitando em torno do Poder Executivo. Ainda existem grandes e aparentemente injustificáveis distorções que merecem reavaliação, como o sistema de pensões absurdamente generoso. De maneira geral, no entanto, o aumento do Estado naquele período correspondeu à implantação de um projeto de sociedade com maiores e relativamente melhores serviços públicos essenciais, e com maciças transferências sociais e previdenciárias para grupos específicos, porém bastante amplos, como idosos, pobres, funcionários públicos e suas respectivas famílias.
Dessa forma, o tão defendido controle do crescimento da despesa pública implica rever, atenuar ou refrear as tendências engendradas por esse popularíssimo modelo — uma constatação pouco alentadora, mas que é um primeiro e vital passo da discussão sobre o Estado que os brasileiros querem.”
Não acho necessário acrescentar mais nada.

(Carta Maior; 28-04)


O candidato do conservadorismo brasileiro disse em entrevista à Bandeirantes que se eleito pretende criar um fosso de autonomia entre a Justiça e a Repressão policial no país. 'As coisas da Justiça devem ficar no Ministério da Justiça. Já a repressão ao crime tem que ser num ministério especializado', pontificou o ex-presidente da UNE, com aquele gestual de mãos-de-tesoura que lhe é peculiar. O conceito remete a precedentes funestos. O Brasil já viveu experiências em que aparelhos repressivos agiam à solta, dissociados do poder de justiça. O candidato da coalizão demotucana sabe disso. Mas decidiu jogar o jogo do vale tudo. Sua determinação em 'resolver' a questão da segurança no país, ademais, não passa pelo teste do noticiário policial no estado que administrou nos últimos três anos -- e o PSDB, há 16. O governo norte-americano tem desaconselhado seus cidadãos a colocarem os pés nas areias de Guarujá. O balneário paulista mais famoso se encontra sob toque de recolher imposto pelo crime organizado. Nas últimas 48 horas, uma quadrilha assaltou até o cofre do crematório de Vila e um executivo foi sequestrado e morto próximo a um shopping de luxo da capital. A criminalidade sob o governo Serra deu um salto no interior; o número de roubos explodiu na capital. Os dados são da própria polícia que, supõem-se, teve a corda solta na gestão do nosso aprendiz de Afanasio Jazadji --o radialista que se notabilizou por defender a execução sumária de suspeitos no ar, sem esse ‘trololó’ de Justiça.


(Carta Maior; 28-04)

domingo, 25 de abril de 2010

Sobre Dilma e Norma


Fico pasmo com a 'interpretação' que várias pessoas estão dando à foto onde aparece La Bengell, no Blog da Dilma.
Dizem que seria uma tentativa de fazer passar gato por lebre, quando na verdade e com uma 'navegação' maior, pelo citado Blog, percebe-se lá que são usadas imagens variadas de momentos da vida de Dilma, sem que ela apareça em foto alguma e, por certo, não querendo fazer-se passar por nenhum daqueles que lá aparecem.
O que explica a sanha acusatória??
Provavelmente, naquela passeata onde aparecem, além de Norma, Ruth Escobar, Tônia Carreiro, Odete Lara e Eva Wilma, Dilma nem poderia estar, pois jazia presa em algum subterrâneo da ditadura, a ser torturada, estuprada, impregnada da violência, que essa mesma gente que posa de democrata e que diz ter medo de perder as liberdades, deles, que a dos outros não lhes interessa, promoveram à época.
Pois ali a Norma, a Tônia, a Odete, a Ruth e a Eva, eram Dilma, sim senhor!!
Elas sabiam de que lado estavam e a que idéia representavam.
Não sei se hoje pensam igual, mas naquele momento, elas foram Dilma e Dilma, um pouquinho de cada uma delas...

25 de abril - A Revolução dos Cravos

Mariana Portela | abril 25, 2010 at 3:27 am | Categorias: Chico BuarqueLisboa,Revolução dos CravosSaudade | Categories: Outros poetas | URL: http://wp.me/piB6L-cX



Tanto Mar
Chico Buarque
Sei que está em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim
Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor no teu jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, que é preciso, pá
Navegar, navegar
Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim
Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
Ainda guardo renitente
Um velho cravo para mim
Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto de jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Canta primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim

sábado, 24 de abril de 2010

Gastos de Serra com propaganda cresceram 620% em três anos


Gastos de Serra com propaganda cresceram 620% em três anosImprimirE-mail
O tucano José Serra renunciou nesta quarta-feira, 31, ao governo paulista ostentando um recorde histórico: nenhum governador do Estado gastou tanto quanto ele em publicidade. Levantamento da Bancada do PT na Assembleia Legislativa, baseado nos dados oficiais do Sistema de Gerenciamento do Orçamento do Estado (SIGEO), informa que as despesas do governo paulista com propaganda foram multiplicadas de R$ 40,7 milhões em 2006, ano anterior à posse de Serra, para R$ 293 milhões em 2009, terceiro ano de seu mandato. O crescimento foi de 620%.
 
Só para se ter uma idéia das dimensões do que o governador tucano gastou em propaganda, basta dizer que um hospital com 250 leitos, construído e montado com toda a infra-estrutura, custa aos cofres públicos algo em torno de R$ 50 milhões. Com o que gastou em publicidade no ano passado, quando já pleiteava a candidatura à Presidência, Serra poderia ter construído seis hospitais no estado.
 
As secretarias em que Serra aportou mais recursos em publicidade são exatamente as que ele considera as vitrines de seu governo.
 
- Na Educação as despesas com propaganda cresceram 466% – de R$ 4,4 milhões, no último ano do governo anterior, para R$ 20,5 milhões, no ano passado.
 
- Na Saúde, os gastos com publicidade aumentaram 442% (de R$ 4,5 milhões para R$ 24,3 milhões).
 
- Na área de Transportes (rodovias, ferrovias etc) o crescimento das despesas com publicidade foi de 1.359% – de R$ 823 mil para R$ 12 milhões.
 
- E na área de Transportes Metropolitanos (Metrô, CPTM ou Expansão São Paulo, amplamente divulgado por emissoras de rádio e TV) os gastos com propaganda aumentaram mais do que em todos os outros setores. O crescimento, estratosférico, foi de R$ 20 mil para R$ 48,4 milhões.
 
As despesas com publicidade também são exorbitantes quando se compara o que Serra gastou no primeiro bimestre de 2009 ao que gastou em janeiro e fevereiro últimos. As despesas quase triplicaram – de R$ 5,08 milhões para R$ 14,2 milhões. Como a lei eleitoral limita os gastos dos governos com publicidade até o mês de julho, a bancada do PT acredita que o governador resolveu concentrar gastos nesse semestre, procurando mostrar obras que, muitas vezes, só existem mesmo na propaganda.
 
Outro gasto que chamou a atenção dos parlamentares do PT foram os que o Governo Serra fez para divulgar a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Eles saltaram de R$ 15 mil, em 2006, para R$ 48 milhões, em 2009, cerca de 310 mil porcento a mais. Para se ter uma ideia do que foi gasto de propaganda na CPTM, basta dizer que os investimentos do Governo Serra na compra de novos trens, em 2009, não passaram de R$ 19 milhões. Afora isso, os gastos com serviços de limpeza das composições e também das estações foram diminuídos de R$ 46 milhões, em 2008, para R$ 40 milhões, em 2009.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Nota de Esclarecimento - Vacina contra a influenza H1N1


Fonte: ANVISA
Nota de Esclarecimento - Vacina contra a influenza H1N1

19 de abril de 2010
Brasil segue decisão do Canadá e reduz prazo de validade da vacina da GSK contra influenza H1N1. Todas as vacinas disponíveis no Brasil estão dentro do novo prazo.
1) A Agência de Saúde do Canadá (Health Canadá) anunciou a decisão de reduzir de 18 para 6 meses o prazo de validade da vacina contra influenza  H1N1 fornecida pela empresa GlaxoSmithKline Brasil Ltda.
2) A decisão da agência canadense foi tomada depois que a vacina, produzida naquele país, passou por um estudo de estabilidade. Resultado parcial desse estudo constatou que a vacina, quando aplicada após seis meses de sua fabricação, pode reduzir em até 50% a capacidade do organismo de produzir anticorpos e gerar imunidade contra o vírus da gripe H1N1. Ou seja, ela torna-se menos potente.
3) É importante destacar que este prazo refere-se ao período entre a produção e a aplicação do imunizante. Uma vez que a dose é tomada dentro destes seis meses, a imunização contra o vírus H1N1 está garantida.
4) Como medida de precaução, até que estejam disponíveis dados conclusivos sobre a estabilidade do produto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também decidiu adotar o prazo de validade de 6 meses para esta vacina.  O imunizante  fornecido pela GSK ao Brasil e a outros países foi registrado inicialmente com o prazo de validade de 18 meses. Esse prazo havia sido determinado com base nos estudos de estabilidade realizados com a vacina que continha a cepa influenza H5N1 (gripe aviária), à semelhança da conduta da Agência de Saúde do Canadá.
5) Após ser informado sobre a decisão da Anvisa, o Ministério da Saúde rastreou todos os lotes da vacina da GSK disponíveis em todos os estados e constatou que:
6) Ainda falta ser entregue ao Ministério da Saúde uma remessa de 10 milhões das 40 milhões de doses adquiridas da GSK. Essa remessa, conforme compromisso do fornecedor, terá validade dentro do novo prazo estipulado. Portanto, seu vencimento se dará após o final da campanha de vacinação.
7) É importante ressaltar que a decisão da Anvisa em nada altera a estratégia nacional de vacinação contra gripe H1N1 em curso no Brasil.
8) Destaca-se, também, que não há questões de segurança relacionadas ao ocorrido e que a vacina permanece segura. Os brasileiros podem se manter confiantes de que toda a campanha de imunização realizada com a vacina em questão foi e está sendo feita com doses que conferem proteção contra o vírus influenza H1N1.

Para refletir...

Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é racionado nem chega com hora marcada.

Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais rápido.

Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um", duas pessoas pensando igual, agindo igual, que isso era que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.

Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Ninguém nos disse que chinelos velhos também têm seu valor, já que não nos machucam, e que existe mais cabeças tortas do que pés.

Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que poderíamos tentar outras alternativas menos convencionais.

Sexo não é sacanagem. Sexo é uma coisa natural, simples - só é ruim quando feito sem vontade. Sacanagem é outra coisa. É nos condicionarem a um amor cheio de regras e princípios, sem ter o direito à leveza e ao prazer que nos proporcionam as coisas escolhidas por nós mesmos.

Martha Medeiros

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O baixo nível na Campanha

A militância, paga, da oposição, parece seguir os passos de seu representante maior às eleições presidenciais de 2010 e ao invés de criar 'slogans' positivos e que aclamem as realizações de seu governos, acabam tomando símbolos do partido governista e "criam" 'slogans' que convocam à provocação e ao acirramento eleitoral, prometendo mais selvageria até, que a 'troupe' de Collor nas eleições de 1989 e, confortavelmente instalados pelo apoio da "velha imprensa".
Anunciado e profundamente lamentável!
Anunciado, pois após o Millenium, onde vimos expressões de "gente melhor" e "mais preparada" socialmente dizendo coisas como disseram Jabor  (“A questão é como impedir politicamente o pensamento de uma velha esquerda que não deveria mais existir no mundo”) e R. Azevedo (“A imprensa tem que acabar com o isentismo e o outroladismo, essa história de dar o mesmo espaço a todos” ), sem contar as de Dona Judith, Presidenta da ANJ, que disse ter que representar a oposição dada a sua fraqueza, não poderíamos esperar outra coisa, de quem lhes segue o exemplo.
Camisetas, com as estrelas vermelhas do PT e usando o nome da ex-Ministra Dilma Roussef para atacar o governo, nos dão a medida das "propostas oposicionistas" para o pleito presidencial.
Lamentável!!



terça-feira, 20 de abril de 2010

Bird vê 'avanços dramáticos' em redução da pobreza


Bird vê 'avanços dramáticos' em redução da pobreza


Da BBC Brasil:
Apesar de ainda ter uma das mais altas taxas de desigualdade do mundo, o Brasil conseguiu avanços "dramáticos" em redução da pobreza e distribuição de renda, diz um relatório com indicadores de desenvolvimento divulgado nesta terça-feira pelo Banco Mundial (Bird).
"Enquanto as desigualdades de renda se agravaram na maioria dos países de renda média, o Brasil assistiu a avanços dramáticos tanto em redução da pobreza quanto em distribuição de renda", diz um trecho do documento.
"A desigualdade permanece entre as mais altas do mundo, mas os avanços recentes mostram que nem sempre o desenvolvimento precisa vir acompanhado de desigualdade", diz o texto sobre o Brasil.
Segundo os indicadores do Bird, a taxa de pobreza do Brasil caiu de 41% no início da década de 90 para entre 33% e 34% em 1995. Depois de se manter nesse nível até 2003, a taxa de pobreza apresentou declínio constante, caindo para 25,6% em 2006.
O documento diz que as taxas de pobreza extrema seguiram padrão semelhante, caindo de 14,5% em 2003 para 9,1% em 2006.
"A redução do número de pessoas vivendo na pobreza foi acompanhada por um declínio na desigualdade de renda", diz o relatório.
De acordo com o Bird, fatores como inflação baixa e programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, tiveram papel importante nesse desempenho.
Muito mais PSDB, DEM e PPS: Como negociar com os sindicatos?
O estilo  PSDB, DEM e PPS de negociar com os sindicatos ficou demonstrado na greve dos professores de São Paulo.  Mais um exemplo do jeito muito mais, muito mais mesmo, de ser.
 

Capacidade administrativa de uma mulher

Uma mulher andava na beira de um rio quando viu um sapo preso em uns galhos pedindo socorro.
Quando ela chegou perto, ele disse:
- Me salva que eu realizo 03 desejos, mas tudo que eu der a você, seu marido ganhará 10 vezes mais.
Ela pensou um pouco, mas topou!
1º Desejo
Mulher : Quero ser mUUUito, mas mUUUito rica.
Sapo : Ok, mas lembre-se que seu marido será 10 vezes mais rico.
Mulher: Não tem importância, tudo que é meu é dele, e tudo que é dele é meu



.. E ela se tornou muito rica.

2º Desejo:
Mulher : Quero ser muUUUUito, mas muuuuito bonita.
Sapo : Ok, mas a mulherada vai cair em cima do seu marido porque ele vai ser 10 vezes mais bonito que você
Mulher : Não tem problema.



E ela se tornou rica e maravilhooooosa. Ele também.

3º e último desejo :
Mulher : Quero ter um enfartezinho bem pequenininho. .. só um susto!...
Sapo : (mudo)

Nunca subestime a capacidade administrativa de uma mulher !!!

domingo, 18 de abril de 2010


A incapacidade de ser verdadeiro

Mariana Portela | abril 18, 2010 at 3:43 pm | Categorias: Carlos Drummond de AndradeInfânciaPoesia | Categories: Outros poetas | URL: http://wp.me/piB6L-cP


aulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões da independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas.
A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo.
Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa, como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias. Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico.
Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça:
— Não há nada a fazer, Dona Coló. Esse menino é mesmo um caso de poesia.

Até "os caras"!!!!


"O que eu considero surpreendente é o fato de ele ter subido 9 pontos, na pesquisa anterior, só com essa declaração [de que seria candidato]. Agora, pela nova pesquisa, o Serra não cresceu nada, oscilou apenas para cima, mas dentro da margem de erro, mesmo depois de ter deixado o governo, depois de ter lançado a candidatura em Brasília, de ter dado várias entrevistas e feito várias viagens. Então, para mim, foi surpreendente a subida anterior e foi mais surpreendente agora por ter apenas oscilado", disse ao Estadão o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), apoiador incondicional de Serra. Quer dizer, até eles acham que nessa maionese tem ovo podre.
(Folha, uma credibilidade em ruína; Carta Maior, 17-04)

sábado, 17 de abril de 2010


E é para lá que eu vou...

Mariana Portela | abril 17, 2010 at 11:56 pm | Categorias: Clarice LispectorPoesia | Categories: Outros poetas | URL: http://wp.me/piB6L-cL

Clarice Lispector
Para além da orelha existe um som, à extremidade do olhar um aspecto, às pontas dos dedos um objeto - é para lá que eu vou.
À ponta do lápis o traço.
Onde expira um pensamento está uma idéia, ao derradeiro hálito de alegria uma outra alegria, à ponta da espada a magia - é para lá que eu vou.
Na ponta dos pés o salto.
Parece a história de alguém que foi e não voltou - é para lá que eu vou.
Ou não vou? Vou, sim. E volto para ver como estão as coisas. Se continuam mágicas. Realidade? eu vos espero. E para lá que eu vou.
Na ponta da palavra está a palavra. Quero usar a palavra "tertúlia" e não sei aonde e quando. À beira da tertúlia está a família. À beira da família estou eu. À beira de eu estou mim. É para mim que eu vou. E de mim saio para ver. Ver o quê? ver o que existe. Depois de morta é para a realidade que vou. Por enquanto é sonho. Sonho fatídico. Mas depois - depois tudo é real. E a alma livre procura um canto para se acomodar. Mim é um eu que anuncio.
Não sei sobre o que estou falando. Estou falando de nada. Eu sou nada. Depois de morta engrandecerei e me espalharei, e alguém dirá com amor meu nome.
É para o meu pobre nome que vou.
E de lá volto para chamar o nome do ser amado e dos filhos. Eles me responderão. Enfim terei uma resposta. Que resposta? a do amor. Amor: eu vos amo tanto. Eu amo o amor. O amor é vermelho. O ciúme é verde. Meus olhos são verdes. Mas são verdes tão escuros que na fotografia saem negros. Meu segredo é ter os olhos verdes e ninguém saber.
À extremidade de mim estou eu. Eu, implorante, eu a que necessita, a que pede, a que chora, a que se lamenta. Mas a que canta. A que diz palavras. Palavras ao vento? que importa, os ventos as trazem de novo e eu as possuo.
Eu à beira do vento. O morro dos ventos uivantes me chama. Vou, bruxa que sou. E me transmuto.
Oh, cachorro, cadê tua alma? está à beira de teu corpo? Eu estou à beira de meu corpo. E feneço lentamente.
Que estou eu a dizer? Estou dizendo amor. E à beira do amor estamos nós.

Onde esta o Paulinho??

*Serra foi a uma escola conversar com as criancinhas, acompanhado uma comitiva do Jornal Nacional, da Veja e da Folha de São Paulo.*
*Depois de apresentar todas as maravilhosas propostas para seu governo(se eleito), disse às criancinhas que iria responder perguntas.*
*Uma das crianças levantou a mão e Serra perguntou:*
*- Qual é o seu nome, meu filho?*
*- Paulinho.*
*- E qual é a sua pergunta?*
*- Eu tenho duas perguntas.*
**
*A primeira é "Quanto tempo o senhor vai esperar para sujar a barra da Dilma como fez com a Roseana Sarney??"*

*A segunda é "Onde sua filha Verônica conseguiu grana para ser dona de 10% do Ebay / Mercado Livre, estudar na Harvard Business School pagando R$ 60.000,00 por mês e ainda por cima "comprar" uma mansão em Trancoso
onde o senhor passou o Reveillon???*

*Serra fica desnorteado, mas neste momento a campainha para o recreio toca e ele aproveita e diz que continuará a responder depois do** **recreio.*
*Após o recreio, Serra diz:*
*-OK, onde estávamos? Acho que eu ia responder perguntas. Quem tem perguntas?*
*Um outro garotinho levanta a mão e Serra aponta para ele, sorrindo para as cameras da Globo.*
*-Pode perguntar, meu filho.*
*-Como é seu nome?*
*-Joãozinho, e tenho 4 perguntas:*
*
A primeira é "Quanto tempo o senhor vai esperar para sujar a barra da Dilma como fez com a Roseana Sarney??"
A segunda é "Onde sua filha Verônica conseguiu grana para ser dona de 10% do Ebay / Mercado Livre, estudar na Harvard Business School pagando R$ 60.000,00 por mês e ainda por cim a "comprar" uma mansão em Trancoso onde o senhor passou o Reveillon???

E a terceira é "Por que o sino do recreio tocou meia hora mais cedo?".***

*A quarta é... "Cadê o Paulinho??"*

O Que Vem da Folha?


Dá para confiar em pesquisa eleitoral feita por quem edita a realidade dessa forma? Aos fatos: a notícia de que o Brasil criou 657 mil empregos apenas no 1º trimestre, recorde histórico, mereceu uma nota de 33 linhas no pé da pág B7 da edição de hoje da Folha. O espaço das manchetes da 1º página foi dedicado a assuntos como "Às escuras, norte-coreno celebra líder morto em 94', ou ainda o palpitante anúncio: ' Kassab decide ampliar restrição a caminhão na Bandeirantes'. Dá para levar a sério pesquisa eleitoral da família Frias?
(Folha, uma credibilidade em ruína; Carta Maior, 16-04)

terça-feira, 13 de abril de 2010

Ahmadinejad ganha camisa da seleção brasileira de futebol


Ahmadinejad ganha camisa da seleção brasileira de futebol

Durante encontro com ministro Miguel Jorge, iraniano afirmou que oportunidades de ccooperação são 'ilimitadas'

13 de abril de 2010 | 7h 11


O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad recebeu nesta terça-feira, 13, das mãos do ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, uma camisa da seleção brasileira de futebol.
O ministro brasileiro termina hoje sua visita ao Irã, em que foi acompanhado por mais de 80 empresários brasileiros. Durante uma reunião de 15 minutos entre Ahmadinejad e Miguel Jorge, o iraniano agradeceu a missão empresarial e garantiu que as oportunidades de comércio e de cooperação entre os dois países são "ilimitadas". Ahmadinejad também ganhou um livro com a historia de Pelé.O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad recebeu nesta terça-feira, 13, das mãos do ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, uma camisa da seleção brasileira de futebol.
A viagem foi marcada por negociações para garantir o estabelecimento de linhas de crédito entre os dois países. Na europa a viagem é vista como um desafio à política de sanções contra o Irã. Em maio, o presidente Lula deve fazer uma visita ao líder iraniano.

Dia do Beijo

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A agenda de Serra e a "massa cheirosa" do PSDB


do Carta Maior

A agenda de Serra e a "massa cheirosa" do PSDB

No Brasil, quem sempre disse e atuou como se não houvesse alternativa foi a turma que hoje apóia Serra e a quem, há mais de duas décadas, ele se juntou. Todas as críticas levadas a cabo pela oposição à experiência do governo Lula concentraram-se na defesa da manutenção da grande agenda financista, exatamente embalada pela tese de que não havia alternativa. Declaração de Eliane Catanhêde distinguindo pelo cheiro a "massa" do PSDB, do povo que apóia Lula, mostra bem do que a direita é capaz, enquanto fala em verdade e se diz popular. O artigo é de Katarina Peixoto.
A candidatura José Serra enfrenta dificuldades importantes, que ultrapassam o debate sobre a presença ou não do ex-governador de Minas Gerais como seu candidato a vice. Não é irrelevante sacar do bolso o slogan da campanha de Obama para tentar embalar a candidatura que se opõe à de Dilma. Revela, antes, uma falta de perspectiva e uma confusão de agenda. Talvez um celenterado acredite que Dilma se parece com Bush e Serra, com Obama. Fora da mídia das seis famílias, talvez não soe como algo razoável essa conversa de sim, nós podemos, o Brasil pode maisprotagonizada pelo PSDB e ex-PFL, entre outras agremiações menos chegadas à lida democrática, porque é estúpido, além de mentiroso.

A campanha de Barack Obama, e portanto a sua agenda de campanha, orientou-se por uma posição frente à história e à tese delirante levada ao extremo pela direita estadunidense, de que não há alternativa ao destino.

No Brasil, quem sempre disse e atuou como não houvesse alternativa foi a turma que hoje apóia Serra e a quem, há mais de duas décadas, ele se juntou. Todas as críticas não racistas e não políticas levadas a cabo pela oposição à experiência do governo Lula concentraram-se na defesa da manutenção da grande agenda financista, exatamente embalada pela tese de que não havia alternativa. E o reconhecimento político, quando raramente houve, de algum acontecimento de responsabilidade do governo Lula sempre foi, pela oposição de direita, derivado de uma reivindicação – no mais das vezes delirante – de autoria.

O legado da oposição de direita ao Governo Lula não pode ser descrito como a defesa e menos ainda construção de possibilidades. E talvez aí resida o embaraço que deu lugar ao engodo do slogan feito a toque de caixa para lançamento da campanha de Serra. Talvez essa relação rançosa frente à idéia mesma de possibilidade na história seja mais determinante do que uma tentativa frustrada de manobra manipulatória velhos tempos da opinião pública, ou midiática. E esse vazio de agenda é mais preocupante do que ocorresse à esquerda do governo Lula. Porque, salvo uma ou duas seitas, os que marcharam para uma oposição de esquerda tem um mundo negativamente refletido e ressentido por que lutar (essa não quer ser uma observação desrespeitosa, em tempo).

O desmantelo da direita ao governo Lula exige muita reflexão e talvez venha a produzir algo intelectualmente robusto, porque é historicamente um fenômeno robusto. Não é exagero algum dizer que o grau de delírio e de racismo a que chegaram algumas expressões políticas ligadas à candidatura Serra revelam uma desorientação diante do momento histórico. É cedo para traçar um quadro completo, mas não para perceber que a experiência Lula presidente não causou confusão apenas do lado de cá. Ocorre, porém, de a história da direita sem agenda ser especialmente danosa e violenta. Então, o caráter cambaleante da candidatura Serra é um motivo razoável para atenção.

Fernando Henrique disse, entre outras coisas, na ocasião da convenção tucana, que é preciso trabalhar e estudar, defendendo Serra, que sempre fez ambas as coisas. O ataque foi uma reedição da ladainha fleumática contra Lula. FHC dizer isso é só mais uma nota nesse samba triste e sem cadência em que vem se embolando a oposição. Não tem importância; quem leva Fernando Henrique a sério não está entendendo o que está em jogo, no momento. O que importa, nessa declaração odiosamente classista e semeadora de irracionalidade, é ter FHC, para além de qualquer delírio pessoal que possa estar o vitimando, ter recorrido, em 2010, a tamanha baixeza.

A candidatura Dilma tem decerto fragilidades e é possível que venha a ter inúmeras disputas vinculadas à sua agenda. Há, “do lado de cá”, uma série indefinida de dificuldades a serem superadas. E há da parte de Dilma um legado de luta e de construção de possibilidades na gramática da desigualdade capitalista periférica, que engatinha na democracia. Ela sabe disso, assim como Serra sabe. Ponto para Dilma, um embaraço para o tucano, que não erra por ignorância, mas por desorientação e inércia históricas.

Uma das razões que saltam aos olhos para atestar a irrelevância política de Fernando Henrique é que, nestas eleições, a ignorância não é categoria política da agenda classista da direita. Essa é uma razão que se tornou historicamente possível por causa da experiência Lula presidente, aliás. Outra razão que salta aos olhos é o discurso que mistura racismo, classismo, defesa de uma imaginária união nacional e de uma “verdade”, a ser jogada, disse Serra, sobre “eles”, os do lado de cá.

A cobertura que a Folha de São Paulo fez da convenção do PSDB talvez sirva para expressar, de maneira translúcida, o grau de violência de que a direita brasileira é capaz, enquanto fala em verdade e se diz popular, liquidando o possível na história. A declaração da jornalista Eliane Cantanhêde não é infeliz pelo que diz estar reportando; nem mesmo o é pela falta de pudor e contenção em reportar o irreportável; é infeliz porque semeia o ódio, o preconceito e a intolerância.

O gesto de Cantanhêde está no que ela não fala, no que não é dito. E isso merece atenção.

A CULPA É DO MORDOMO (FAVELADO)

por Mario Augusto Jabobskind
do Direto da Redação
A CULPA É DO MORDOMO (FAVELADO)

Foi uma semana triste com as águas de março que chegaram em abril. Como em temporais de outras décadas, muitas mortes que poderiam ser evitadas. As autoridades estaduais e municipais, para variar, tiveram um comportamento lamentável. O governador Sergio Cabral investiu furiosamente contra os moradores de favelas que ocupam áreas de risco, como se eles tivessem escolhido o local de moradia por gosto, ou seja, como se eles fossem os culpados por tudo que aconteceu. O Prefeito seguiu o mesmo caminho e já avisou que vai colocar a polícia para remover quem não quiser sair. E para onde vão? Na prática a resposta de Paes seria ”se virem”.

A mídia eletrônica conservadora aproveitou a tragédia para atacar o governo federal. Faz parte do jogo a mídia conservadora atuar cada vez mais como partido político, sobretudo agora que a campanha eleitoral começa a esquentar.

Tanto governantes quanto os analistas de sempre se esqueceram de lembrar que o Rio ao longo das últimas décadas vem sofrendo um processo violento de descaracterização por culpa, aí sim, da especulação imobiliária, o mesmo setor que desova polpudas verbas nos departamentos comerciais dos grandes jornais e canais de televisão, bem como financiam campanhas de candidatos para os parlamentos federais, estaduais e municipais, para não falar dos postulantes a postos executivos nos três níveis.

Alguém talvez esteja questionando o que tem a ver isso com as fortes chuvas? Vamos lá, então. Há bairros do Rio de Janeiro que há 50 ou 60 anos eram ocupados por casas e que pouco a pouco foram dando lugar a espigões construídos ao bel prazer, não obdecendo posturas mínimas que deveriam ser compatíveis com as novas exigências de infraestrutura. Ou seja, os vários bairros da cidade ganharam cara nova, mas com o mesmo sistema de drenagem e de águas e esgotos. Qualquer chuva um pouco mais forte enche as ruas impedindo a circulação de veículos e até mesmo de pedestres. A cidade para.

Se algum vereador requerer a convocação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar as posturas municipais e a ação da especulação imobiliária está arriscado a cair no índex da mídia conservadora. Por isso são poucos os que ousam entrar na briga, até mesmo porque dificilmente conseguirão ter sucesso no Parlamento em levar adiante alguma investigação.

A história se agrava porque a Prefeitura não cuida como deveria dos bueiros e o recolhimento de lixo em alguns pontos da cidade é precário. Mas a culpa continua sendo do povo, segundo os governantes que de quatro em quatro anos correm atrás dos eleitores com promessas das mais variadas. Soma-se a isso alguns períodos de maré cheia e o panorama piora.

Como se isso não bastasse, o Rio de Janeiro, a Região Metropolitana e praticamente todas as grandes cidades brasileiras conheceram ao longo do tempo o fenômeno do ”inchaço” provocado pela não fixação de milhões de brasileiros no campo. Não se fez uma reforma agrária necessária para evitar que a população do campo fosse para as cidades habitar em locais inóspitos e sujeitos aos efeitos trágicos de fortes chuvas, comuns em época de tempo quente, tanto faz agora com o aquecimento global no verão, outono, inverno ou primavera.

Em Angra dos Reis, onde no início do ano os fortes temporais provocaram mortes, o senhor Sergio Cabral também culpou os favelados que ocupavam áreas de risco. Na verdade, boa parte deles naquela cidade fluminense eram trabalhadores da indústria naval que fechou as portas em função da política econômica neoliberal posta em prática pelo governo de Fernando Henrique Cardoso. Os estaleiros ficaram ao Deus dará fechando as portas ou reduzindo drasticamente os postos de trabalho. A favelização de Angra aumentou, porque muitos trabalhadores não tiveram condições de pagar aluguel por estarem desempregados ou viverem de bicos.

Esta é, em síntese, a história que não é contada, que Cabral e Paes preferem ignorar e seguir o raciocínio da elite, a de que o mordomo é sempre o culpado. No caso de Cabral e Paes ainda há agravantes. Ambos defendem, cada um à sua maneira, a criminalização das áreas pobres da cidade com ações violentas contra a população, muitas vezes sob o manto do silêncio ou aplauso da classe média, estimulada pelo noticiário não raramente preconceituoso da mídia conservadora contra os pobres. Paes e Cabral só pensam no choque de ordem, na Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de 2016.



PS. Não podia deixar passar em branco a presença de dois óleos queimados da história no estúdio da Globo News, generais Leônidas Pires Gonçalves e Newton Cruz, para falar as baboseiras e mentiras de sempre. Gonçalves chegou ao cúmulo de afirmar que quando comandou o DOI-Codi no Rio, de 74 a 77 não ocorreram torturas por lá. Há inúmeros torturados que desmentem o militar. Pior ainda foi o fato de afirmar que o jornalista Vladimir Herzog se suicidou. Se não fosse inimputável pelos seus 89 anos teria de responder na Justiça por essa afirmação. Qual o motivo das Organizações Globo desencavarem as múmias? Aí tem..