domingo, 19 de dezembro de 2010

Fascistas: VII Congresso Nacional Integralista e Linearista

Paulo Roberto Franco Andrade
Grandes Alipio e Urariano, que tenho em ALTÍSSIMAS CONTAS (não bancária$).

Vesti a carapuça do referido "inocente", que não sou.

É claro que a chamada "correlação de forças" obrigou (obrigou?) Dilma Rousseff a manter "Mister Nelson Jhonbim" no ministério da Defesa (vá lá que seja com D maiúsculo).

Mas isso não nos impede, não deve nos impedir, de achar tal decisão ruim para a Democracia que ela e nós queremos aprofundar.

Uma amiga, logo depois que eu postei a expressão "FEDEU!" no blog DILMA 13 - UBERLÂNDIA, reagindo à manutenção do referido ministro, enviou-me a incentivadora mensagem:

"Ótimo, Paulo. Os líderes têm de ser vigiados.
Como diria Evita: 'Cerquem Perón!'.
Beijos,
A."


Nós, "Os Amigos de 68", não estamos organizados partidariamente, seja em partido político
institucionalizado, seja em organização política de outra natureza.

O meu "FEDEU!" não é anti-Dilma. É somente uma observação crítica à sua escolha. Observação crítica não-inocente. Outros a fizeram. Leiam nos links abaixo:








Que o fascismo aí está, não resta dúvida! Está organizado e também latente, até em ações e gestos de 
gente simples, proletária. Manifesta-se diariamente, em páginas de jornais, imagens de tv, em rádios, no nosso entorno imediato  

Mas sua existência não deve ser motivo ou razão, para que quem faz crítica a um governo progressista, com marca de Esquerda, deixe de fazê-la.

"Cerquemos Dilma", para que seu governo tenha êxito. Êxito para o povo, povo a que você, Alípio, se referiu.

Abraços,

Paulo Franco


*Agora renomeado para "Mini-Observatório do Governo Dilma http://dilma13udi.blogspot.com/



Em 18 de dezembro de 2010 07:15, Alipio  escreveu:


Camaradas e Amig@s,


tenho freqüentemente tratado da questão do ascenso do fascismo e demais correntes da ultradireita no mundo e em nosso país.


Durante toda a disputa do segundo turno das recentes eleições presidenciais, este foi um assunto recorrente nos quatro ou cinco textos sobre os quais me manifestei.


A presidenta Dilma está eleita - isto é importante.


No entanto - como externei também nos meus textos - não se encerra ou se resume a eleições o fazer político.


A presidenta, @s senador@s, @s deputad@ eleit@s são apenas frágeis representates junto (e no interior) do Poder e Estado, do sujeito político capaz das mudanças estruturais que pretendemos e necessitamos.


Esse sujeito, potencialmente, se constitui da classe trabalhadora e do povo (entendido povo apenas como todos os explorados e oprimidos, e não essa farra liberal de chamar de povo todos os que habitam o mesmo território nacional, e na qual se juntam alhos e bugalhos, sempre sob a égide e direção desses últimos). Mas para ser sujeito político e histórico, de fato (e não apenas potencial), é imprescindível que estejamos organizados. Organizados de forma independente e autônoma. E isto, infelizmente, está muito longe de acontecer.


Acabado o Sweepstake, o Grande Prêmio Brasil das Eleições, parece que um grande torpor e sensação de cansaço tomou conta de toda a nossa esquerda, e muitos de nós se perdem nas futricas de bastidores de um suposto Poder que não passa (ainda que isto seja importante) de um Governo, onde a esquerda é o ingrediente mais fraco, meio a uma promiscuidade política (e portanto de classes) que junta desde companheiros nossos, até elementos como os senhores José Sarney e Michel Temer, e o doutor Nelson Jobim.


Considero ridículo e até grotesco, nos espantarmos com a escolha dos ministros e a composição do novo Ministério - qualquer espanto em nossas hostes não passa de um deprimente atestado de inocência que conferimos a nós mesmos. E em política (como em quase tudo) não existem inocentes úteis. É da "natureza" do inocente, a sua absoluta inutilidade. Os inocentes são boas "vítimas" (vítimas de si próprias), jamais sujeitos.


Estou certo de que muito deve ter custado à presidenta eleita, Dilma Rousseff, engolir a mudança da nossa política internacional, particularmente no caso Irã. Certamente essa mudança de rumos e o argumento dos direitos humanos piedosamente utilizado e que a muitos comoveu, não passa de uma tentativa de esconder sob o tapete das conveniências, o puxão de orelha e a prensa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ter levado do Departamento de Estado de Washington. Temíamos (com razão) a senhorita Condoleezza Rice - Miss Condie, A Soba.


Haverá quem dela venha a ter saudades, quando cair inteira a ficha do que representa Mrs. Hillary Clinton. Diziam os chineses que as serpentes muitas vezes se ocultam e se disfarçam encarnando belas mulheres. E todos tememos as mordidas das serpentes - provavelmente por isto, o presidente Bill Clinton preferiu se refugiar no Salão Oval, tranformando-o em sua casamata e exigindo os cuidados de Miss Lewinsky.


Certo estou, também, de que muito deve ter custado à presidenta eleita, Dilma Rousseff, engolir o doutor Nelson Jobim - fraudador da Constituição e golpista: um meliante. Neste dezembro, completa-se um ano da tentiva de golpe do doutor Jobim contra o Terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos, contra o ministro Paulo Vannuchi e, portanto, contra o Governo que integrava e ao qual devia, pelo menos, lealdade.


Somente um louco ou suicida pode querer ao seu lado, um ministro (sobretudo da Defesa) com um currículo dessa envergadura. E nada do comportamento da presidenta eleita autoriza que imaginemos qualquer distúrbio mental ou tendência ao suicídio. Herança do Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o fato do doutor Jobim permanecer frente à Defesa no novo Governo, trata-se certamente de mais um insucesso (ou dossiê) a ser sepultado sob o mesmo tapete.


No entanto - mesmo que essas e outras decisões fossem atos de vontade da presidenta eleita Dilma Rousseff -, poderíamos revertê-las através de pressão, se de fato fôssemos um sujeito político, com todos os pressupostos que isto implica. E, como acredito que acontece, não sendo vontade da presidenta, ainda seria mais fácil se, enquanto sujeito político, se organizados de forma independente e autônoma, enquanto classe, respaldássemos a nova presidenta em decisões contrárias àquelas que se sentiu obrigada a tomar.


Mas, enquanto nos mantemos enquanto massa amorfa, imersos nessa grande geléia, a ultradireita fascista não perde tempo: se organiza.


Depois de legitimada e levada abertamente ao proscênio da política pelo candidato derrotado durante a eleição passada, sente-se cada vez mais segura de se mostrar em público: os integralistas (O Clube do Anauê) realizaram há menos de duas semana, no dia 4 de dezembro, o 7º Congresso Nacional do seu partido, com direito a braçadeiras, saudações com o braço e a mão estendidos, aos brados de "Anauê" e com foto do senhor Plínio Salgado pendurada na parede (ver mensagem e fotos, abaixo).


Putabraço,
Alipio 





From: M
To: ...@hotmail.com
Subject: Fw: FOTOS DO VII CONGRESSO NACIONAL INTEGRALISTA E LINEARISTA
Date: Thu, 16 Dec 2010 18:17:07 -0200


Alípio,
para sua ciência.
abraços

----- Original Message -----
From: MIL-B Integralismo E Linearismo...@yahoo.com.br>
To: MIL-B Integralismo E Linearismo...@yahoo.com.br>
Sent: Sunday, December 12, 2010 11:06 PM
Subject: FOTOS DO VII CONGRESSO NACIONAL INTEGRALISTA E LINEARISTA






Caros Amigos:


Dia 04 de dezembro de 2010 tivemos a realização do nosso VII
CONGRESSO NACIONAL INTEGRALISTA E LINEARISTA.


Durante todo ano, os companheiros de todo Brasil têm realizado reuniões de estudos e debates em torno de problemas nacionais e discussões de alto-nível. Particularmente na Sede Nacional em Campinas e na Sede em Juiz de Fora, o MIL-B ( Movimento Integralista e Linearista Brasileiro), a SENE ( Sociedade de Estudos do Nacionalismo Espiritualista) e a Academia Integralista de Ciências e Letras vêm divulgando maciçamente as ideologias Integralistas e Linearistas por vários locais.


Mais uma vez tivemos sucesso estrondoso com presença de vários companheiros de todo Brasil, cuja foto ficou pequena.


Agradecemos a todos que estiveram conosco no ano de 2010 e teremos várias novidades


para o ano de 2011, inclusive com ampliação da nossa Sede Nacional e abertura de novas


Sedes por todo Brasil. Em dezembro, estaremos no Rio de Janeiro, Volta Redonda, Juiz de Fora, Santos Dumont, Varginha e noutras cidades com núcleos do MIL-B pelo Brasil.


Anauê Brasil!!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Participe da criação de novos projetos RT - A wikipédia Russa





Caro RT Reader:

Temos o prazer de apresentar nosso novo projeto dedicado à Rússia, sua história, sua cultura, suas tradições, seus valores ... a Rusopedia. Você pode acessar o www.rusopedia.rt.com versão de teste e participar da construção desse banco de dados.

O que você quer saber sobre a Rússia? Em que você acha que vale a pena dedicar sua atenção ao nosso site? As respostas a estas perguntas nos ajudarão a continuar Rusopedia e construir um site que seja realmente interessante para nossos leitores. Você pode preencher o formulário no nosso website www.actualidad.rt.com / profile.

Todos os que estão dispostos a participar neste projeto e respondam todas as perguntas de nosso formulário, podem entrar no exclusivo clube de amigos do IR.

Agradecemos a sua ajuda e esperamos que, como resultado deste estudo, Rusopedia possa se tornar muito mais interessante para todos.

Atenciosamente,

O texto da www.actualidad.rt.com site

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Nós vamos para um novo surto da crise, sem recuperação econômica (Parte V): Aumentar os lucros através da redução da massa salarial dos trabalhadores



Parte 5
Miguel Giribets (especial para ARGENPRESS.info)


Em uma crise como a que estamos vivendo, parece paradoxal que há setores econômicos produtivos que geram lucros. A razão é simples: se tem demitido tantos trabalhadores para realizar os lucros ... para pagar menos do que antes, na folha de pagamento, mantendo os salários baixos, incrementar as taxas de produção e investimentos em tecnologia (investimentos que destroem empregos) também devem ser considerados que o nível de produção e as vendas caíram consideravelmente.

"É nos EUA, onde o crescimento dos lucros tem sido forte.Os benefícios, antes de impostos de sociedades não financeiras e não-agrícolas aumentaram, desde o primeiro trimestre de 2009, ao primeiro de 2010, em $ 354.000 milhões, ou seja, um aumento de 52%. Durante este tempo os benefícios de produção, também antes dos impostos aumentaram 176%, os benefícios por dólar de vendas, antes dos impostos aumentaram 4,1 - 9,9 cêntimos. A taxa de lucro, calculado como o lucro antes dos impostos sobre o patrimônio líquido passou de 7,5% para 17,6% (dados do Relatório de Informações Trimestrais, do Primeiro Trimestre de 2010, publicado pela U. S. Census Bureau, Federal Reserve também) 


Segundo a Fortune, o ganho de lucro de 500 empresas, em abril de 2010, em comparação ao ano passado, é o segundo maior nos 56 anos em que a revista faz este tipo de registro. A relação entre o lucro / vendas dessas empresas tornaram-se menores de 1%, 4%. A média histórica é de 4,7%. Na era do segundo trimestre de 2010, continuaram fortes os lucros, em média, as empresas tinham recuperado 90% do nível de perda de benefícios por meio da Grande Recessão.

No entanto, este aumento de benefícios se deu durante a debilidade das vendas e durante a  pressão descendente sobre os preços. Como as empresas puderam aumentar a lucratividade? Principalmente porque os custos trabalhistas caíram drasticamente. Em 2009, empresas 500da Fortune  eliminaram cerca de 821 mil postos de trabalho.Se trata da maior eliminação de trabalho de sua história, é quase 3,2% de sua folha de pagamento. Assim, quando as vendas começaram a subir em meados de 2009, e os empregos não aumentaram, o resultado foi o aumento da produtividade. Em outras palavras, os empregadores mantém os salários baixos, e aumentam as taxas de produção. Tudo isso resultou no corte de custos trabalhistas: caíram em 4,6%, a maior queda no período pós-guerra. O mesmo pode ser estendido para todas as empresas.

Investimentos em tecnologia e mão-de-obra, também desempenharam um papel importante na recuperação de muitas empresas. Por exemplo, a Ford teve, no segundo trimestre de 2010, um ganho de EUA $ 2.300 milhões, o que representa 75% dos seus lucros de uma década atrás. Mas ele tem a metade de trabalhadores do que tinha em 1999. Entre o segundo semestre de 2009 e o primeiro trimestre de 2010 houve um aumento dos investimentos em equipamentos e software, que permitiu a muitas empresas reduzir custos. "(43)

Esta não é uma situação conjuntural, mas revela uma característica da economia capitalista: a diminuição do peso dos salários na economia produtiva. Além disso, os lucros das empresas nas últimas décadas (falando sobre a economia produtiva) tem sido possível graças à redução dos salários dos trabalhadores. E esta afirmação pode ser levada mais longe: hoje, o capitalismo só pode se beneficiar através da redução da massa salarial (ou por congelamento de salários reais, um fenômeno que tem ocorrido na maioria dos países capitalistas desenvolvidos ao longo destes anos, quer através da introdução de inovações tecnológicas, permitindo que trabalhadores da empresa estejam sendo dispensados cada vez mais).

Os dados são reveladores: Michel Husson (Michel Husson, o debate sobre a taxa de lucro, Rebeldia, Esp, 011210): referindo-se à economia francesa produtiva: "vemos que o ganho de lucro corresponde exatamente a diminuição do salário Os dados seriam aplicáveis a qualquer outro país capitalista."



A figura a seguir se refere aos EUA, UE, Japão e Alemanha, e mostra como cai o peso dos salários no PIB desses países.



Qual o papel da Alemanha no presente?
O euro é uma moeda boa ... para que a Alemanha tenha um mercado no qual colocar os seus produtos. "Mais de 50% da riqueza de uma Europa unida é gerada na Alemanha, França, Reino Unido e as regiões industrializadas da Itália." (44) O resto são, acima de tudo, os consumidores em dívida. "A crise atual serve para apontar como a formação de euros serviram para processar a reconversão de grande parte da antiga indústria alemã, que renovou o seu perfil para se tornar uma máquina de gerar excedentes (exportações aumentaram de 20% do PIB em 1990 - 47 % em 2009). " (45)

A Alemanha compensou a queda no consumo interno, um resultado de medidas impopulares tomadas pelos governos nos últimos anos, com um superávit comercial forte, em detrimento dos seus parceiros da zona euro. A Alemanha congelou os seus salários reais nos últimos 15 anos, como na Espanha.

O superávit comercial alemão é o segundo no mundo depois da China, em termos absolutos, mas o primeiro no mundo per capita. De 1999 a 2007, 70% das exportações de seu PIB devido.

"A austeridade nos gastos públicos (que começaram com as reformas de Schroeder) na Alemanha, juntamente com a falta de crescimento dos salários nesse país, fez com que a fraca demanda doméstica faça impossível o estímulo econômico necessário para superar a crise. Daí os círculos liberais e conservadores na Alemanha tentarem governar a recuperação econômica baseada no crescimento das exportações. "(46)

Para este fim, a Alemanha, que tanto prega uma dura política de "ajustes", a história tem sido aplicado de forma acordada, porque "tem sido um dos mais rápidos déficits orçamentários crescentes de estado, entre os países da zona euro. Em 2008, as contas do Estado não apresentaram déficit, mas um excedente (0,2% do PIB). Em 2010, tornou-se um déficit de 5,4% do PIB. Nem a França nem a Itália aumentaram seus déficits de forma tão marcante. Mas tão importante como o aumento do déficit foi a origem deste déficit, que foi o resultado, muito notável, do aumento dos gastos públicos, principalmente em subsídios às empresas para segurar os seus trabalhadores (em uma medida que merece ser aplicado à Espanha, o que explica, em parte, seu desemprego relativamente baixo) e das indústrias de exportação. Esses subsídios, além da desvalorização do euro, desde as exportações, é que têm sido o motor da economia alemã. "(47)

"Na execução das políticas da UE, os países da zona euro iniciaram uma corrida para promover a flexibilidade do mercado de trabalho reduzido, contenção salarial e de trabalho a tempo parcial." Segundo o estudo, a Alemanha ganhou a corrida, mas não para melhorar a base tecnológica e fortalecer o capital, mas "com base em espremer os seus trabalhadores" e "manter o seu superávit em conta corrente financiando os déficits nas economias periféricas "(48). 


Um relatório conjunto de vários economistas britânicos ", coordenado pelo professor Costas Lapavitsas disse que a união monetária eliminou ou reduziu as políticas fiscais, fazendo com que o ajuste se abatesse sobre o mercado de trabalho." (49)

Com a crise, a situação chegou a seu máximo, em fevereiro de 2009, quando as exportações da Alemanha e da França cairam 20% em relação a fevereiro/2008 e da China e da Índia diminuiram 25% e o Japão 50%.

Peritos económicos alemãos dizem que o desemprego não vai se recuperar (o mesmo pode ser dito para o resto do mundo capitalista), que chegou a 4,7 milhões de pessoas em 2009 e 5.000.000 em 2010. Os socialistas prometeram o pleno emprego, na campanha eleitoral, para ... 10 anos!

Em setembro passado, as agências do governo revelaram que muitos trabalhadores desempregados são fixos em 22% da força de trabalho, ou cerca de 8 milhões de pessoas. Por seu turno, a revista Stern veio logo dizer em setembro de 2009 que "Dois terços da população alemã não possuem quase nada, enquanto apenas um décimo tem 60% da riqueza" (50)

Tal como no resto do mundo capitalista, em junho de 2010 a Alemanha entrou com as políticas de "ajuste". É a "arrochar" 80.000 milhões de euros até 2014, a maioria do cinto de segurança apertado ao longo da história alemã. Como sempre, as reduções caem sobre os ministérios do Trabalho e dos Assuntos Sociais, Infra-Estruturas e Construção Civil, não tocam no imposto de renda, podem despedir 10.000 funcionários e reduziram os salários dos outros funcionários em 2,5%.

Estados Unidos: uma economia irracional
A economia dos EUA é baseada na emissão ilimitada de dólares desde 1971, sem apoio em qualquer valor. Isso permite que o que antes produzia possa ser importado do estrangeiro (a China é o exemplo mais proeminente), a preços muito mais baixos e, assim, manter um elevado nível de consumo interno. Sempre que necessário, levou a um excesso de sobreendividamento de sua população e, assim, o paraíso capitalista parecia interminável.
Paul Craig Roberts, vice-ministro das Finanças, sob a presidência de Ronald Reagan e ex-colunista do Wall Street Journal, recentemente sugeriu, referindo-se ao seu país, a seguinte pergunta: "Que economia? Já não há nada a melhorar. Devido às deslocalizações para países estrangeiros e à ideologia do livre comércio, a produção econômica americana, já não existe." "(51)

O lado ruim de tudo isso é um enorme déficit da balança de pagamentos, que em 2006 foi de 6% do PIB.

Atualmente, os Estados Unidos são a primeira potência econômica do mundo, porque contabilizam dentro de seu PIB às importações, como se fossem produção própria, não no preço de compra, mas do preço de venda no mercado.

Tudo isto para contrariar a "bolha do dólar" enorme, que durou 40 anos e fez o dólar em pouco mais de um pedaço de papel. Alguns estudiosos concluíram que o papel higiênico é mais valioso que o dólar.

Em 2009, 140 bancos faliram. Ao longo do ano anterior, foram 21. Em junho de 2010, 118 bancos foram fechados. O número de bancos com problemas é de 840. Soros declarou em abril de 2009 que "o sistema financeiro dos EUA como um todo está basicamente insolvente". Dominique Strauss-Kahn, diretor-gerente do FMI, disse em novembro de 2009 que 50% das perdas do banco estão ocultas. "Pela primeira vez na história dos EUA, os bancos têm uma maior percentagem do valor líquido de habitação que todos os americanos indivídualmente em seu conjunto." (52) 

O déficit fiscal dos Estados Unidos, primeiro atingiu um bilhão de dólares em junho de 2009. Ele terminou o ano com um déficit de US $ 1,6 bilhão, 9,9% do PIB. Explique esses 700.000 dólares para ajudar o sistema financeiro, e 200.000 milhões de dólares para colocar na Chrysler e a General Motors, além de aumento dos gastos militares no Iraque e no Afeganistão.

Em 2010, a emissão de dívida nos Estados Unidos terá sido maior do que o resto do mundo. Este ano, a dívida pública quase dobrou desde 2007, atingindo 64% do PIB. Esses números não eram vistos desde os anos de recuperação econômica após a Segunda Guerra Mundial (fonte: FMI)

"A dívida total do governo dos Estados Unidos é agora até 90 por cento do produto interno bruto. "(53)

"O mercado de crédito em dívida dos EUA, incluindo a dívida do governo, corporativos e pessoais, chegou a 360 por cento do PIB." (54)

Com a actual crise, as famílias americanas perderam 18% de sua riqueza em 2008, equivalente a uma perda de 11 bilhões de dólares e está produzindo tanto como Alemanha, Japão e Grã-Bretanha junto. Somente no primeiro semestre de 2010, fizeram 5 milhões de execuções hipotecárias.

Os números do desemprego são os maiores em 26 anos, atingindo 10,2%. Desde 2007, perderam 8,2 milhão de empregos. O número de americanos sem emprego é de 15,7 milhões de pessoas. Fontes de Wall Street Journal diz que 25% dos empregos, são irrecuperáveis.

Mas o número de desempregados ou subempregados (que trabalham a tempo parcial casual) atinge 30 milhões, o que é necessário adicionar 4,5 milhões de pessoas que não aparecem nas estatísticas porque simplesmente optaram por não procurar trabalho A soma de todos esses dados cortam 25% da força de trabalho dos Estados Unidos.

"39,68 milhões de americanos recebem vale-refeição, o que representa o maior registro de todos os tempos. Mas parece que as coisas vão ficar ainda pior. O Departamento de Agricultura prevê que a participação dos EUA no programa de assistência alimentar irá exceder os 43 milhões de americanos em 2011." (55)

Explosão
Como vimos, todas essas medidas econômicas atuais têm um objetivo: salvar o capital especulativo, embora, para isso, tenha que fazer alguns contorcionismos à economia produtiva. Mas, novamente, está a alimentar uma bolha financeira especulativa e, como todas as bolhas, eventualmente explodem, em um ciclo de negócios a curto prazo, ou seja, uns 3 ou 4 anos. O capitalismo não tem escolha, porque o processo de produção não consegue absorver a maioria dos fundos que têm vindo a acumular-se no mundo.

Não é preciso salientar que nós não vemos os planos de incentivo econômico em qualquer lugar. Onde não são ridículas. Vemos apenas "ajustes" e "cortes" dos salários, pensões, prestações sociais, de emprego, aumento de impostos ... para que os Estados possam remunerar uma dívida pública definida para salvar um sistema financeiro quebrado pela crise imobliliária (e todo crime financeiro que levou à bolha imobiliária.) Os mesmos bancos e fundos de hedge que criaram a crise da habitação estão sendo resgatados no momento,, pelo estado, são credores dos estados e do lucro da dívida pública a serem emitidas (muitas vezes a preços astronómicos), para cobrir suas despesas.

Joseph Stiglitz declarou em janeiro de 2010 que "é normal Wall Street falar sobre o crescimento global da economia, porque vende ações. Os economistas que eu falei para e com a qual concordo, acham que não. Muito pelo contrário : dizem que o sistema financeiro, agora é muito mais frágil do que antes da crise e constitui um risco para a estabilidade duradoura (...) A única pergunta que tenho a fazer é: quando irá se repetir tudo isso? "(56)

Com um pouco de dados pode ser ilustrado pelo que dizemos. O montante de dívidas incobráveis podem realmente ser de 20 ou 30 bilhões de dólares ao redor do mundo. Se você exigisse a cobrança de tais valores, a economia mundial entraria em falência. E por falar em produção, basta observar que, por exemplo, a capacidade de produção de automóvel a nível mundial é de 94 milhões de unidades por ano, em contrapartida, as vendas alcançam apenas 60 milhões de unidades por ano (e para baixo, porque para a crise: a capacidade de produção em breve será o dobro do consumo real)

"As medidas tomadas pelos diferentes estados e governos, só na aparência, mitigam os efeitos da crise, além de proteger a esfera financeira e ao capital especulativo, embora tenhamos visto ações que há anos atrás no auge da chamada globalização seria impensáveis até mesmo para falar, como a intervenção do Estado capitalista nos Estados Unidos em matéria de proteção de empresas falidas com o estilo de um protecionismo keynesiano. Mas é claro que, apesar das medidas mitigadoras que os governos têm utilizado no mundo para resgatar o sistema financeiro e fornecer proteção ao capital especulativo, a recuperação da crise ainda está em um amanhecer ainda distante, uma vez que os indicadores mostram que a economia mundial capitalista global está a caminho de uma recessão profunda, com as conseqüências habituais para a classe trabalhadora, que são principalmente quem sofre os efeitos das contrações, das recessões e dos colapsos econômicos (57). "

Veja também:- Vamos um novo surto da crise, não há recuperação económica (Parte IV): Há uma política de relançamento da economia produtiva
Vamos um novo surto da crise, não há recuperação económica (Parte III): a dívida pública e do "resgate" dos países em crise
Vamos um novo surto da crise, não há recuperação económica (Parte II): De que alimenta o capital especulativo?
Vamos um novo surto da crise, não há recuperação económica (Parte I): O capital especulativo

Notas:43 .- Internet R. Astarita, a crise capitalista, onde estamos?,
-44 .- -. 070310 Argenpress Vlad Grinkevich
45 .- as três dimensões da crise, Claudio Katz Argenpress 040510 -
46 .- A rebelião, ESP, Vicenç Navarro, a Grécia não é a principal causa da crise na área do euro, 270410 -
.47 .- Por que as políticas governamentais devem ser alteradas sapateiro, rebelião, Espanha Vicenç Navarro-021.010-sistema digital
48 .- O País Esp, 200310 -.
49 .- O País, ESP, 200310 -.
50 .- misérias do capitalismo, não só na Alemanha, Granma, Cuba bayer osvaldo-040909
51 .- A China propõe abandonar o dólar como moeda de referência ... e que sobre a Europa?, Rede Voltaire, França 140.410 por Jochen Scholz-
52 .- desesperada situação financeira, a maior bolha de dívida da história do mundo, a rebelião, Espanha 060.610 o Sonho Americano global de pesquisa traduzidos do Inglês para rebelião Leyens Germain -
53 .- desesperada situação financeira, a maior bolha de dívida da história do mundo, a rebelião, Espanha 060.610 a pesquisa Sonho Americano global - -
54 .- desesperada situação financeira, a maior bolha de dívida da história do mundo, a rebelião, Espanha 060.610 a pesquisa Sonho Americano global -
55 .- desesperada situação financeira, a maior bolha de dívida da história do mundo, a rebelião, Espanha 060.610 a pesquisa Sonho Americano global -Notas:
56 .- O Prêmio Nobel de Economia, Joseph Stiglitz argumenta que há uma crise há algum tempo, o insurgente, Espanha 200110 -
57 .- capitalismo provoca o colapso da produção de valor, a rebelião, Espanha 010510 - Alemão folha Genoveva, resenha do livro de Adrian Sotelo, "crise do capitalismo desenfreado, o valor, uma abordagem dos Grundrisse" -

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Nós vamos a um novo surto da crise: sem recuperação econômica. Não há uma política de recuperação econômica produtiva


Parte 4

Miguel Giribets (especialmente para ARGENPRESS.info)

Vários países anunciaram nos últimos meses, várias políticas para impulsionar a economia. Mas a quantidade é ridícula, como vemos com os seguintes dados (fonte: L. Gonçalves, "A origem da crise", artigo da Internet).

- O plano de Obama de 7,87 bilhões de dólares para 2009 e 2010 representa apenas 2,8% do PIB anual. Além disso, 36% do plano são benefícios fiscais apenas para empresas.


- O Canadá destina para a relançar a sua economia, 1,3% do PIB anual, ou seja, 32000000 mil dólares em dois anos, enquanto seus resgates bancários levaram 200 mil milhões de dólares.


- Na França, se quer reanimar a economia, com 26 bilhões de euros em dois anos, enquanto o Estado entregou aos bancos, em seu dia,  360 bilhões de euros (14 vezes mais aprox.).Este plano de salvação representa 0,7% do PIB.


- A Alemanha fez um plano de recuperação em duas fases: 31 e 51 bilhões de euros, ou 1,7% do PIB anual.


- A Grã-Bretanha tem sido marcada pela entrega maciça de dinheiro aos bancos e nenhum plano para reavivar sua economia.


- A Espanha tentou por algum tempo, nos fazer acreditar que a salvação estava em planos de "economia sustentável", sem qualquer conteúdo. Seu mais recente plano para relançar a economia, é tirar a ajuda aos desempregados e privatizar o pouco que resta ao Estado para a fronteira do grotesco. No entanto, quanto a assistência financeira aos bancos, o governo espanhol tem sido um aluno assíduo e insuperável.


- O total que a UE destina para superar a crise é de 400 bilhões de euros para 2009-2010, o que representa 1,65% do PIB (incluindo os valores relativos às despesas adicionais decorrentes do aumento do desemprego).

Em vez disso, o dinheiro usado para salvar o sistema financeiro e todos os seus banqueiros delinquentes foram:

"A Grã-Bretanha gastou o equivalente a 29% do seu PIB, a Alemanha 20%, 18%, França, Espanha e Portugal 14% 6% do PIB para "salvar" os bancos, todas as percentagens superiores aos Estados Unidos (5%). Em contrapartida, a Grã-Bretanha gastou apenas 1,8% do PIB para estimular a economia, Alemanha 3% France 2%, Espanha 1,2% e Portugal 1,8%. Os Estados Unidos, no entanto, passou de 6% do PIB para estimular a economia. "(32)

Um mar de números para um único diagnóstico: Crise
Stephen Roach, presidente do Morgan Stanley - na Ásia, disse na reunião anual em Davos em janeiro de 2009 que o crescimento da economia global será, com sorte, de 2,5% nos próximos três anos, o que corresponde a um nível de recessão. A economia  havia crescido a uma média de 5% nos últimos quatro anos.

A Islândia teve um declínio em sua economia de 35% e passou de ser, de um dos países mais ricos do mundo ("o país do mundo em que vivemos é o melhor ", disse ele) a um dos mais pobres. A partir de 2009, tem passado a reduzir seu gasto social em 33% baixar as pensões
A Irlanda pagou o equivalente a mais de 30% do seu PIB no "resgate" de seus bancos falidos.
 

Os funcionários públicos têm visto os seus salários baixarem. Recentemente, ela foi obrigada a ser "resgatada", embora seus dirigentes não quisessem: o resgate resultou em novos cortes nos salários e benefícios, impostos mais altos e demissão de funcionários. Em contrapartida, o país tem de emitir dívida (para pagar o "resgate") a preços exorbitantes, os lucros vão para os bolsos dos grandes bancos alemães e britânicos e os fundos de hedge.

Países como Hungria, Grécia, Letónia, Estónia, Lituânia, Bulgária e República Tcheca estão à beira da falência, com quedas dramáticas na atividade econômica. Em fevereiro de 2009 foi decidido pelo Banco Mundial, Banco Europeu de Investimento (BEI) e pelo Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (BERD), injetar 24,5 mil milhões de euros nas economias da Europa Oriental. No entanto, o próprio Banco Mundial afirmou que a área precisa de 120 mil milhões de euros, cinco vezes. Em junho de 2009, o número sobe para 50 mil milhões de euros.

A Letónia aumentou o IVA, e baixado em 50% o salário de seus empregados, 40% dos gastos com saúde e uma centena de escolas fechadas. Em outros países de Leste, bem como as medidas do estilo da Letónia também tem sido extraordinariamente caros ao ensino universitário e à saúde.

"No ano de 2008, a economia dos países do euro cresceu 0,7%, enquanto a UE aumentou 0,9%. Estas primeiras estimativas do gabinete de estatísticas da UE, Eurostat, refletem a forte desaceleração experimentada pela economia europeia no ano passado, o crescimento caiu de 2,6% em 2007 para 0,7% na zona euro e 2,9%0,9% em toda a União ". (33)

A queda da economia dos EUA em 2008 foi de 6,2%. No primeiro trimestre de 2009, está novamente em queda, de 6,3%, enquanto a Europa é de 4% e 10% no Japão. "O patrimônio líquido chamado da população dos EUA (o valor dos bens, ações, etc., As dívidas Minus) estava de volta no início de 2009 em cerca de 14 biliões (milhões de milhões) de dólares na vazão média de 2007, equivalente Produto Nacional Bruto dos Estados Unidos. "(34)

O PIIGS (Grécia, Portugal, Espanha, Itália e Irlanda) têm necessidades de financiamento para 2010 de 300.000 milhões (fonte: FMI). Este valor é 30% do PIB da Espanha. As necessidades de financiamento também são fortes em países como os EUA, Grã-Bretanha e Japão.

Em 2009, em média, as economias dos países capitalistas desenvolvidos caiu 3,2%.A economia dos EUA caiu 2,4%, a zona do euro caiu 4,1%, 5,2% no Japão, e a economia da Grã-Bretanha de 4,9%. O PIB mundial caiu menos, 0,6% devido às economias de países atrasados, em geral, diminuiu, mas não caiu (...)

"Para todos os países desenvolvidos, desde o pico da recessão, o que ocorreu em fevereiro de 2008, ao final do ciclo, em março de 2009, a queda na produção industrial foi de 21,7%, em março de 2010 cresceu 10,9%, o que significa que 46% dos produtos recuperados perderam na crise. No início de 2009, a taxa de variação homóloga do índice de produção foi de 15% negativos e em março 2010 foi de 14% positivo. "(35)

"Incluindo a construção residencial, em termos percentuais, o investimento para os países desenvolvidos como um todo caiu para 18% do PIB em 2009. A formação bruta de capital fixo nos países desenvolvidos, caiu 1,9% em 2008 e caiu 12% em 2009.Nos Estados Unidos, em 2009 caiu 14,5% na zona do euro, 11,1%, Japão 14,3% e 14,9% na Grã-Bretanha. "(36)

"A crise desencadeou a" revolução de valores "(Marx), isto é, uma desvalorização maciça do capital, o patrimônio líquido em termos de sociedades não financeiras e não-agrícola tiveram uma perda líquida entre 2007 e 2009 de 3,5 bilhões, as empresas que não são corporações não-agrícolas, nesse período, diminuíram seu valor líquido em 2,3 bilhões (estimativa baseada em "Fluxo de Contas Funda", o Federal Reserve, junho 2010). A isto se acrescenta a depreciação do capital financeiro. "(37)

Mais desemprego e mais pobreza
Para o Terceiro Mundo, as coisas estão ficando muito difíceis. Um aumento nos preços dos alimentos que têm de importar e a queda dos preços das matérias-primas para exportação, adicionados a fuga de capitais da América Latina para os Estados Unidos em busca de rentabilidade e segurança das ligações do Estado. Eles também estão em queda livre nos fluxos de capital para o Terceiro Mundo: a partir de 850 mil milhões de euros em 2007, chegou a 505.000 milhões de euros em 2008 e 200 mil milhões de euros em 2009. Não há precedente de dados tão espetaculares como estes.

Mas o drama não termina aí: as remessas dos trabalhadores do Terceiro Mundo nos países "ricos" estão no mesmo caminho, caíram 15% em meados de 2009, o que representa 6.000 milhões de euros provinentes da Europa (EUR),  30 mil milhões dos EUA e 7.000 milhões de euros no resto do mundo.

A América Latina foi reavivada em 2005 aos níveis de pobreza em 1980 (conquista triste!).


Agora, a área perdeu 4 milhões de empregos só em 2009.

O presidente do Banco Mundial declarou que em 2009 havia 46 milhões de pessoas pobres no mundo, somando-se mais de 138 milhões de pobres em 2008. Outros 100 milhões de pessoas vão para a pobreza, segundo a ONU e o Banco Mundial, acrescentando que há hoje 1.500 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza. O número de desnutridos é de quase 1.000 milhões de pessoas, 15% da população do mundo.

Na UE, o número de pobres chegou a 80 milhões de pessoas em 2010 (20% da população total), dos quais 17 milhões são crianças de rua. Assim, como se fosse o caso, os deputados aumentaram o salário em 2009 de € 3.124 para € 7.666 por mês, 145%!
O resumo dos valores apresentados no mundo de hoje, que nos apresenta 
Atilio Boron, é muito eloquente:

"População Mundial: 6,8 bilhões, dos quais

1.020 milhões estão cronicamente desnutridas (FAO, 2009)

2.000 milhões não têm acesso a medicamentos (www.fic.nih.gov)

884 milhões não têm acesso a água potável (OMS / UNICEF 2008)

924 milhões sem abrigo ou em habitações precárias (UN-Habitat 2003)

1,6 bilhões não têm eletricidade (UN-Habitat, "Urban Energy")

2,5 bilhões sem drenagem ou sistemas de esgotos (OMS / UNICEF 2008)

774 milhões de adultos são analfabetos (www.uis.unesco.org)

18 milhões de mortes por ano devido à pobreza, a maioria de crianças menores de 5 anos. (OMS) "(38)

E acrescenta:

"Só repartindo o aumento da riqueza entre 1988 e 2002 de 10% da população mais rica (que passou de 64,7 para 71,1% da riqueza mundial, no período mencionado) seria suficiente para dobrar a receita de 70% do mundo, salvando inúmeras vidas e reduzindo as dificuldades e os sofrimentos dos pobres "(39)

Em dezembro de 2008, a taxa oficial de desemprego no mundo foi de 7,2%, o maior em 16 anos. Em 2009, a taxa foi de 8,5%, a maior em décadas e que significou a perda de emprego de 5,1 milhões de pessoas. Na zona do euro atingiu 8% na UE foi de 7,4% e o Japão 4,4%, segundo dados da Eurostat (a agência de estatísticas europeia.)

Traduzido para pessoas na UE em 2008 17,9 milhões de trabalhadores estavam desempregados, 1,6 milhões a mais que no ano passado. Em 2009, o número de desempregados na UE atingiu 22,9 milhões de habitantes, 5 milhões a mais que no ano anterior, com uma taxa de 10%. Na Espanha foi o dobro da média europeia, na Letônia, ainda, mais, 22,3% e na Alemanha 7,6%.

A Espanha tem o recorde nada invejável de 43,8% de desemprego dos jovens com menos de 25 anos. Na Itália, o desemprego atinge 29,5% dos jovens. Em todo o mundo há 81 milhões de desempregados entre 15 e 24 anos, o maior já conhecido (13% dos jovens 620 milhões), e a tendência é crescer. Fala-se de uma "geração perdida" de jovens que não estudam nem trabalham. Isto é reconhecido pelo diretor do FMI, acrescentando que "o mercado de trabalho está em uma situação catastrófica."

Mas não só há a perda de postos de trabalho: as horas de trabalho são mais longas.Os Estados Unidos trabalham 100 horas por ano (as mulheres atingem a 200 horas) nos últimos 20 anos (fonte: Vicenç Navarro).

Em termos de distribuição de renda, os dados são claros:

"O 1% da população que possuía 9% da renda nacional na década de setenta do século XX, tornou-se agora possuidora de 23,5% da renda total" (40). "De 1980 a 2005, 80% do aumento na renda dos EUA passou para 1% da população." (41)

"Merrill Lynch informou que em 2009", apesar da recessão, o número de milionários no mundo cresceu, porque a sua riqueza registrou um aumento percentual também de dois dígitos em relação ao ano anterior. O número de milionários cresceu 17,1 por cento para o total de 10 milhões de indivíduos em 2009, enquanto a capital cresceu 18,9 por cento para atingir 38 bilhões de dólares. "(42)

Veja também:



Notas:32 .- Por que a recuperação na Espanha e na União Europeia é muito mais lento do que os EUA?, Rebelião, Espanha Vicenç Navarro-110.610-sistema digital
33 .- confirmou a entrada em recessão na União Europeia, segundo o jornal, Espanha 130209
34 .- acoplamento global depressão radicalização da crise, ALAI 140.209 - - serviço de informações "ALAI-AMLATINA" - - - Jorge Beinstein-
35 .- Internet R. Astarita, a crise capitalista, onde estamos?,-
36 .- Internet R. Astarita, a crise capitalista, onde estamos?,-
37 .- Internet R. Astarita, a crise capitalista, onde estamos?,-
38 .- Atilio Boron, sabe o que é o capitalismo, Kaos en la Red, Espanha 140510 -
39 .- Atilio Boron, sabe o que é o capitalismo, Kaos en la Red, Espanha 140510 -
40 .- A causa da crise, a rebelião, Espanha Vicenç Navarro público 120910.
41 .- de que ninguém fala sobre a crise, a rebelião, Espanha Vicenç Navarro-130.910-sistema digital
42 .- global = saldo + + ricos mais pobres - informações sobre o serviço "ALAI-AMLATINA" - - - Salvador Gonzalez Briceño 240610 -